A Transformação Digital e seus cenários


Em muitos casos, no futuro, a liberdade geográfica será tida como uma vantagem competitiva tanto para pessoas contratadas como para contratantes. Essa contratação, provavelmente, será parte de novos modelos de negócios e terá impacto na condução das empresas. O poder dos softwares ou dos armazenamentos em nuvens tende a agregar valor nos trabalhos remotos e produtivos com (co) laboração ou (co) criação.


As hospedagens das informações das empresas, as infraestruturas de provedores e os sistemas em softwares requerem processos com segurança. Na medida em que a digitalização e os dados das corporações estiverem em nuvens tanto maior deverá ser a segurança como um dos pilares para apoio da empresa, no entanto, aliados às proteções estão as soluções para a comunicação e para a colaboração nos trabalhos, bem como a gestão e a mensuração da produtividade com aplicações e aplicativos e com o suporte.


O trabalho e os recursos computacionais estão indissociáveis quer seja com o 5G, com o blockchain ou com a Internet das Coisas. As máquinas estão e serão cada vez mais integradas em construções e a energia renovável é gerada, é otimizada, é transferida ou é armazenada para utilização posterior. As microredes e as infovias são sustentáveis ou deveriam ser.

A energia verde e a velocidade para a internet para dispositivos móveis são elementos para os processos de transformação digital que estão presentes no planejamento das empresas, visto que o bem-estar do consumidor e o correto em termos de sustentabilidade são demandas do mercado.


É uma demanda das empresas, todavia, nos primeiros meses de 2022, o 3G é dominante no país para os usuários de redes móveis. O público e o privado devem estar juntos nas tomadas de decisões estratégicas para a transformação digital, pois as instalações e as infraestruturas para a melhoria do 4G, em algumas regiões do país, e a chegada do 5G precisam de políticas governamentais.


O desenvolvimento de empresas e de pessoas está ligado ao investimento público e privado, tais quais os resultados com a utilização de mais velocidade nos trabalhos. O 5G, nas redes, possibilita consolidar a indústria 4.0 no país. Tal consolidação tende a ter mais efetividade nos produtos e nos serviços.


A tendência é a oportunidade para trabalhar com mais velocidade e as contratações e as aprendizagens têm a propensão de maximizar. A realidade edge computing é essencial para a transformação, visto que o processamento, o armazenamento e a segurança são reais mesmo que a distância entre os dados que são gerados e o centro de dados ou a nuvem seja grande.


A realidade rede privada pressupõe a conexão para projetos com a utilização de gestão de aplicações em API(s), conhecida como cloud native, com a arquitetura com infraestrutura para o 5G (core) nas operadoras, com cidades inteligentes ou smart cities, com redes privadas 5G, com inteligência artificial, com machine learning e com a Internet das Coisas. O edge computing e o 5G demandam profissionais especializados nas grandes cidades.


O chamado novo para as tecnologias e a velocidade para as conexões precisam de gestão, de automação, de projetos e de confiabilidade. O tempo para o mercado, do processo de desenvolvimento para o anúncio para os consumidores, pode ser reduzido, em resumo, aproveitar as oportunidades para o lançamento de novidades com a qualidade do produto ou do serviço remete ao grau de inovação. O destaque para os negócios digitais conta com a velocidade e com a gestão das infraestruturas tecnológicas para a transformação digital.


O mundo em zettabytes caminha para a computação quântica e impulsiona as gigantes do setor tecnológico a criar novos produtos que resistem a ambientes hostis e a temperaturas extremas, com suportes para infraestruturas reduzidas e sem a necessidade de programação. As empresas do setor estão prometendo desempenho e conectividade em altos níveis.


A área da saúde pode ter dispositivos móveis ou fixos que monitoram os pacientes e notificam médicos e enfermeiros, em tempo real, em relação aos sinais vitais ou quaisquer alterações importantes nos procedimentos feitos. O número dos sensores sem fios aumenta na mesma velocidade que as residências têm a inteligência com a Internet das Coisas e os veículos estão cada vez mais autônomos.


A segurança precisa estar presente nos modelos de negócios para a proteção e para a gestão das informações e dos dados. No entanto, o suporte para as necessidades de conexão das empresas carece de banda larga para a velocidade, tendo em vista que o número de equipamentos ativos na indústria 4.0 aumenta a cada dia e os dados e as parametrizações controlam operações mais efetivas para a experiência do usuário. O orçamento, os processos de trabalho e os escalonáveis são balizadores para o retorno dos investimentos.


Entretanto, as melhorias como espaços de trabalho mais confortáveis e confiáveis corroboram para a saúde das pessoas e para o bem-estar, logo, acredita-se que, no aumento da produtividade e do desempenho do negócio com a qualidade de vida das pessoas, esteja conexo a pessoas que devem ter a consciência serena, ou seja, pessoas aptas a perceber mais acerca delas mesmas e do que conseguem ou não realizar nos mais diferentes momentos da metodologia do trabalho.


Para os prazos e para as organizações das entregas é preciso ter a consciência equilibrada. A percepção dos aspectos pessoais proporcionam as vivências com mais qualidade. A transformação digital é feita por pessoas que conseguem controlar os diálogos internos. É necessário parar e analisar e perceber o que ocorre com a capacidade criativa. Se as pessoas se entenderem mais, as atitudes e os comportamentos podem ser geridos pelas competências e pelas habilidades socioemocionais e pela inteligência emocional. Entender o que ocorre no trabalho e com os colegas potencializa resultados e entregas.


Controlar as próprias energias, a agitação deve dar espaço para a calmaria e a calmaria precisa da efervescência criativa. A ansiedade e a distração não auxiliam as pessoas. Desse modo, as pessoas precisam aprender a se colocar em alta performance sempre. O controle da energia humana é do ser humano. Relaxar e focar quando necessário, é um exercício diário e pode ter treinamentos para a formação do sujeito em alta performance diária.


É um exercício a blindagem da negatividade, principalmente, se o colaborador receber um retorno que não agrega no trabalho feito. É pequeno o número de pessoas que não deixam os estímulos externos interferirem nos pensamentos. Por isso, não se costuma alimentar para o passado (feedback), o ideal é encaminhar pessoas para o futuro (feedforward). Não é possível desfazer o que foi feito, mas o gestor ter um plano de ação para a correção parece algo realizável. Deixar que o colaborador retorne ao passado para tentar entender o que ocorreu pode causar desconforto emocional, mas associar o futuro é um modo de indicar o que precisa acontecer. Revisar o que está no passado não auxilia no foco necessário para elaborar o trabalho no presente e mostrar em um futuro próximo. Trabalhar com cenários prospectivos pode mudar os planos de um projeto.


As pessoas precisam ser encaminhadas para o momento decisivo, assim conseguem auxiliar os colaboradores a encontrar o tempo certo para as atitudes que evidenciam alta performance e promovem a realização do trabalho com perfeição. É necessário controlar as situações e ter os resultados esperados, ainda que a crença no esperado possa ser incerta.

Futuros alternativos podem orientar decisões desde que os cenários tenham dados e informações que suportem as ações. A visão de sustentabilidade financeira pode ser uma meta para as pessoas e para as empresas ou para ambos no negócio. É momento de refletir a respeito da instituição e do dinheiro e ter consciência de que é possível combinar o lucro, a criatividade, a produtividade, a felicidade e a justiça social com o bem-estar de todos que fazem parte da empresa. Tudo isso pode estar no cenário.


As pessoas que tomam decisões nas empresas têm de considerar estratégias relevantes e diversas estruturas para entender o passado, as tendências e o que foi proposto, sem deixar de incluir que, na recuperação econômica, terá empregos que não existirão e novas profissões têm início a cada dia para resolver problemas que não eram contemplados nos postos de trabalho antigos.


Nas decisões, é preciso ter o que é confiável no planejamento, é coerente que se tenha o que requer ser pesquisado e investigado e é necessário constar o que dificilmente poderá ocorrer. O plano de ação é traçado com registros de informações e de tarefas e com rotinas para as pessoas, pois o que estiver listado tende a atingir o objetivo proposto. Entretanto, os investimentos possíveis que precisam ser feitos carecem de centrar na situação atual com cenários diversos.


“Monitorar, mensurar e adaptar” são verbos que se tornam imperativos para os colaboradores e tendem a dar bons resultados na insegurança econômica. É importante considerar quais dos futuros a empresa consegue enfrentar. A humildade e a coragem podem estar juntas para perceber as oportunidades na gestão do momento e das probabilidades do vir a ser. São as técnicas e a visão estratégica que auxiliam o aceite da incerteza.


É certo que os gestores terão situações que não estão preparados para o controle, mas ter pessoas que saibam inventar soluções em espaço curto de tempo é ter riquezas institucionais intangíveis na organização. Culturas diversas e pessoas diferentes tendem a cocriar com resultados amplos. Enfim, existem várias temáticas que são necessárias nas reflexões. A análise do mercado é fundamental para iniciar desde a ideia do negócio até a concretização do plano ou revisão dele. O retrato do mercado que é preciso ter, pode assemelhar-se mais com uma visão 3D do quadro que, a todo o momento, serve para evidenciar os detalhes na imagem. Saber comunicar o que se vê e quais são os propósitos da empresa ajuda no entendimento de quem não tem a mesma perspectiva de quem vê.


Não existe problema em relação ao ângulo da imagem, contar com stakeholders é essencial para o crescimento do negócio e precisa haver canais para a participação. Concomitante, deve ter ações de marketing para promover os produtos ou os serviços, assim como atrair, engajar e fidelizar o consumidor e ter sustentabilidade financeira para a empresa.


O autoconhecimento e a gestão comportamental são diários. Um possível tripé para o design do pensamento pode ser a empatia, a colaboração e a experimentação, pois tem implícito o entendimento, a rede de relacionamentos e a prototipação ou o produto mínimo viável.


A confiança e a segurança nos espaços virtuais devem ser redobradas, a palavra é estratégia com defesa e com previsões de possibilidades que possam invadir o digital da empresa. É um momento para identificar colaboradores e intraempreendedores na organização, pois a segurança e as iniciativas fortalecem o negócio. Empoderar pessoas certas aumenta os acertos institucionais.


A diversidade e o respeito pelo diferente são importantes para os consumidores, pois evidencia que as pessoas trabalham para o propósito da empresa e para entregar a qualidade para o público diverso. A cocriação mais próspera é a feita com pessoas que têm características e culturas díspares.


O futuro deve estar nas mentes das pessoas, afinal ter subsídios para estudar os cenários prospectivos de futuro e mudar o presente com os dados e com as informações do passado é uma representação que diferencia a condução dos negócios, pois poucos são os que sabem usar os instrumentos ópticos que são compostos por lentes que potencializam um alcance maior da visão, conseguem escrever o que alcançam com a mente e com os olhos e ainda analisam com materiais do passado para modificar o presente. São pessoas singulares e ímpares que lideram negócios incomparáveis.

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Sobre a autora: Neli Maria Mengalli é doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP. Especialista em Informática Educacional pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-RJ.