Café, experiências e 5G: uma combinação perfeita




O que tem haver o café e o 5G? A princípio nada, mas após uma xícara de café espresso em casa, comecei a refletir sobre como os propósitos podem estar ligados.


Experiência é o nome do jogo


Olhando a empresa líder no segmento de café espresso gourmet de cápsulas, vemos uma organização que tem se transformado, prezando pela experiência e colocando o cliente no centro do negócio, ao mesmo tempo em que se preocupa com a qualidade dos produtos e serviços. O grande habilitador de tudo isto foi combinar tecnologias com plataformas digitais e entrega em multicanais (ecommerce, loja física, distribuição).



Já o setor de tecnologia, e mais precisamente o de telecomunicações, também tem passado por uma grande transformação. Estamos saindo da era da tecnologia como o ponto central e caminhando cada vez mais na direção do consumidor como o centro do negócio, graças às novas tecnologias habilitadoras e novos modelos de negócios, como as redes de quinta geração ou 5G. Pela primeira vez, teremos uma tecnologia que possibilita uma série de casos de uso em diversos segmentos, potencializando uma infraestrutura única e inteligente.

Segundo a Nokia, o 5G fornece ao mesmo tempo velocidade, possibilita a conectividade das coisas, em todos os níveis e setores e uma latência baixa, o que habilita inúmeros serviços que exigem tempo de resposta rápida, como missão crítica e saúde, por exemplo.



Olhando os dois segmentos, café e tecnologia de conectividade, entendi que apesar de toda a padronização de ambas as indústrias, o que vale ainda é a qualidade e experiência como fator de vantagem competitiva.

De um lado temos padronização do setor cafeicultor, com a classificação de grãos, manejo de solo, plantio e processo produtivo de encapsulamento, além da criação de todo um ecossistema de máquinas, cápsulas e utensílios. Do outro, temos órgãos internacionais fomentando a padronização de tecnologias e protocolos para se implantar redes de alta velocidade e baixa latência, além de também aumentar a segurança dos dados. Temos visto muitas empresas discutirem a criação ou ampliação de todo um ecossistema de parceiros e aplicações que podem entregar valor em cima das redes e infraestrutura do 5G.


5G como habilitadora de serviços e inovação


Para a Huawei, as tecnologias de conectividade 5G vão abrir caminho para uma sociedade digital que potencializa a economia e o crescimento do PIB do país, justamente porque obedecem à uma padronização mundial e desenvolvem um ecossistema global de provedores de serviços e dispositivos.



No Brasil, estamos na expectativa de que o leilão do 5G aconteça em algum momento no segundo semestre de 2021 e, que a partir de meados de 2022, já tenhamos 5G nas capitais. Finalmente entramos na rota da digitalização, que é catalisadora da transformação digital em todos os setores e habilitadora de novas experiências para o consumidor.

Aqui estamos falando de novos serviços diretamente para o consumidor final (pessoa física) como ultra banda larga ou para indústrias e verticais, como soluções para indústria 4.0, agronegócio conectado e inteligente (Agro 4.0), telemedicina e até mesmo o setor de autônomos (máquinas, carros, robôs).

Segundo a Ericsson, no seu Mobility Report de junho/21, teremos 3,5 bilhões de conexões 5G em cinco anos no mundo.



De modo geral, a Anatel, nosso órgão regulador, tem adotado uma postura muito importante na implantação de tecnologia de ponta (estado da arte), com as regras do leilão sem o viés arrecadatório e que incentiva investimentos tanto na rede 5G quanto no backhaul, e no ecossistema em si, dando liberdade para as operadoras escolherem seus fornecedores de tecnologia e por fim oportunidade de pequenas operadoras regionais expandirem seus negócios.

A expectativa é que tenhamos investimento por parte das operadoras na ordem de mais de R$80 bilhões em 20 anos para a implantação do 5G. Teremos quatro faixas de frequências a serem leiloadas (3,5GHz, 2,3GHz, 26Ghz e 700 MHz) que darão mais flexibilidade para que as grandes operadoras e pequenas provedores de serviços regionais possam combinar modelos de negócios a fim de oferecer serviços tanto para consumidores como indústrias e setores diversos.

Ainda de acordo com a Ericsson, a expectativa é que na América Latina e no Brasil, cheguemos a 1/3 das conexões em 5G em 2026.



Por fim, voltando à comparação com o café, aprendi que quanto mais tempo o pó fica em contato com a água, mais cafeína ele extrai e cada tipo de grão e torra tem sua especificidade e aplicação.

Isso vale para o 5G: apesar do atraso de mais de 1 ano para o leilão do 5G no Brasil, estamos no melhor momento para se extrair o máximo de vantagens da tecnologia, como o grão que dará um café forte e com muita cafeína.

Estamos diante de um ponto de inflexão com novos serviços e novas experiências para todos os tipos de consumo e consumidores, com uma tecnologia habilitadora como o 5G. Que venha a transformação digital acelerada no Brasil!

Ahh! E não deixem de aproveitar a sua experiência e degustar o seu café, quem sabe utilizando um serviço habilitado pelo 5G!