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Os unicórnios brasileiros: Quem são e porque são raros?

Apelido para startups avaliadas acima de US$ 1 bilhão foi criado por investidora do Vale do Silício, em 2013.


O que é um unicórnio? 

Unicórnios, na mitologia, são criaturas raras e mágicas. Foi o jeito que a investidora Aileen Lee, do fundo americano Cowboy Ventures, encontrou para descrever as startups que conseguem atingir a marca de US$ 1 bilhão em avaliação de mercado. Startup, vale lembrar, é o nome dado a qualquer empresa de base tecnológica e que consegue crescer seu negócio de maneira escalável rapidamente – o que justifica, para muita gente, que sites de comércio eletrônico não são startups, por exemplo, embora essa seja uma discussão cheia de controvérsias. Outra discussão controversa é se uma empresa pode ser chamada de startup se tiver capital aberto em bolsa. 


O que Aileen buscava, na época, era achar uma palavra que demonstrasse como é difícil conseguir que uma empresa alcançasse esse porte. Os números da Associação Brasileira de Startups (ABStartups) exemplificam bem esse espírito: hoje, no País, existem mais de 13 mil startups, mas apenas dez delas alcançaram o status “raro”.


O interessante, no entanto, é que cinco desses unicórnios — Loggi, Gympass, QuintoAndar, Ebanx e Wildlife — surgiram em 2019, o que faz do ano um ponto de virada para o ecossistema brasileiro. 

Parte disso se dá pelo interesse dos fundos de venture capital nas startups fundadas no Brasil — e na América Latina —, em especial ao apetite do banco japonês Softbank pela região. Em 2019, ele anunciou um fundo de US$ 5 bilhões para negócios latino-americanos.


De acordo com balanço divulgado pela empresa, o Softbank investiu, neste ano, de R$ 6 bilhões a R$ 10 bilhões em startups da América Latina. Segundo André Maciel, sócio do SoftBank Group International e líder de operações brasileiras de investimento, o grupo protagonizou “a maior campanha de investimento de um fundo de private equity no Brasil”.

Conheça os 10 Unicórnios Brasileiros

99 - janeiro de 2018: é um ambiente de concorrência extremamente hostil, mas a empresa soube se adptar bem ao cenário nacional. Soube fazer bem a união dos motoristas e texistas com uma boa usabilidade de aplicativo. 

Nubank - março de 2018: o colombiano David Veléz trouxe para o país o modelo de sistema bancário que idealizou após encarar frustrações próprias com o serviço prestado pelos bancos tradicionais. Mesmo com um início desacreditado, hoje o banco digital já superou a marca de 15 milhões de clientes. 


Arco Educação - setembro de 2018: nem todo mundo considera um unicórnio, visto que seu modelo não era exatamente de uma startup. Foi uma empresa que adotou a tecnologia a seu favor e tornou o negócio muito mais escalável. Um negócio tradicional que se adaptou à nova realidade através da transformação digital.


Movile/Ifood - novembro de 2018: O Ifood corresponde a boa parte do valuation da Movile, e foi a primeira grande plataforma que popularizou o delivery. Um grande mérito em mudar o comportamento de consumo das pessoas. Seu modelo bem nichado o fez crescer bem rápido, mas agora encara o desafio dos super apps, que integram vários tipos de serviços. Tem também que manter sua sustentabilidade, distribuindo tantos cupons de desconto. 


Stone - dezembro de 2018: já está quase deixando a lista de unicórnios, pois já fez seu IPO. Tem uma ótima execução dentro de um mercado brasileiro bem difícil, que já se tornou commodity: maquininhas de cartão. Para se manter agressiva no mercado, terá que apostar em novos produtos e recorrer a softwares de inteligência e tecnologia para seguir se destacando.  


Gympass - janeiro de 2019: Era uma aposta antiga. O serviço de bem estar tem uma forma interessante de distribuição B2B2C, e ainda reduz uma linha de custo das empresas. Já internacionalizada, é motivo de orgulho para o Brasil. Agora também com planos de expansão de atendimento a médias empresas.


Loggi - junho de 2019: o serviço de motofrete por aplicativos é um grande case de execução, principalmente por atuar em um setor que era muito pulverizado. Tem boa usabilidade e conseguiu varrer o mercado, conquistando tanto pessoas físicas quanto jurídicas.


QuintoAndar - setembro de 2019: foi o grande disruptor do mercado imobiliário nacional. Trouxe muitas facilidades a um segmento extremamente burocrático, prosperando em cima da ineficiência do mercado imobiliário brasileiro. Transformaram todo o amadorismo em um pacote tecnológico com processos bem definidos e ágeis. 


Ebanx - Novembro de 2019: todo mundo usa, mas poucos sabem. É a plataforma que processa pagamentos de plataformas como Netflix, Spotify e Airbnb. A startup nasceu em 2012 e cresceu em um próspero segmento: solucionar e processar pagamentos de serviços gringos no Brasil. Hoje, oferecem muito mais serviços em sua cartela. 


Wildlife - O último a fazer parte desta lista, vem voando bem abaixo do radar, o estúdio de games chegou ao valor de mercado de US$1,3 bilhão. A empresa fundada pelos jovens irmãos Arthur e Vitor Lazarte recebeu um aporte de US$ 60 milhões, liderado pelo fundo americano Benchmark Capital, investidor de Uber, Twitter, Snapchat, Ri. 



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